André Mendonça retira blindagem e autoriza Polícia Federal ampliar as investigações no Caso Master

Em janeiro, Toffoli havia determinado que os itens apreendidos ficassem sob posse do STF

No despacho, o novo relator manteve o nível de sigilo dos documentos para o “padrão”
20 de Fevereiro de 2026 - 12h08

Em sua primeira grande decisão como novo relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça foi na direção contrária à de Dias Toffoli, antigo relator, e deu mais liberdade à Polícia Federal (PF) na investigação.

Em despacho sigiloso ao qual a coluna teve acesso, Mendonça atendeu a pedidos da PF sobre a custódia das provas obtidas. Em janeiro, Toffoli havia determinado que os itens apreendidos ficassem sob posse do STF.

Posteriormente, Toffoli determinou que as provas deveriam ser encaminhadas para a Procuradoria-Geral da República, após pedido de reconsideração da própria PGR, que apontou que isso não atrapalhava as investigações.

Em sua decisão, assinada na quinta-feira (19/2), Mendonça cita cerca de 100 aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Federal no âmbito do Caso Master.

No despacho, o novo relator manteve o nível de sigilo dos documentos para o “padrão”, mas reduziu o nível de quatro para três, permitindo o acesso aos dados por mais agentes da PF.

Em sua decisão, Mendonça autorizou a PF a adotar o “fluxo ordinário de trabalho pericial”. O ministro permite à corporação realizar diligências ordinárias que eventualmente sejam necessárias, como, por exemplo, tomar depoimento de investigados e testemunhas nas dependências da PF.

Mendonça assumiu o Caso Master no STF na quinta-feira (12/2), véspera do Carnaval. O ministro foi sorteado como relator após pedido de redistribuição feito por Dias Toffoli.